Em minha última resenha eu citei um pequeno trechinho de um dos contos que li no livro Felicidade Clandestina, e, quis tomar uma iniciativa de também resenhá-lo por hoje!
Sinopse: Reunião de 25 contos da brasileira de origem ucraniana Clarice Lispector, "Felicidade clandestina" traz a linguagem intimista e o estilo absolutamente pessoal de uma das maiores escritoras do país que morreu em 1977, aos 56 anos.
A capa é linda, e o livro é fininho; Não me referindo a sua essência, claro, mas ao seu físico. E, ao todo ele reúne vinte e cinco textos que tratam-se de temas diversos. Tais como: A família, a adolescência, a infância, o amor e questões da alma.
Acrescento até que, em meio as minhas pesquisas eu pude "descobrir" que o livro surgiu de um convite feito a Clarice em 1967, para escrever semanalmente no Jornal do Brasil. Seriam crônicas, mas ela mesma declarou: “Vamos falar a verdade: isto aqui não é crônica coisa nenhuma. Isto é apenas. Não entra em gêneros. Gêneros não me interessam mais.” No entanto, apesar e depois disso, o livro acabou considerado como sendo de contos.
"Mas quero ter a liberdade de dizer coisas sem nexo como profunda forma de te atingir. Só o errado me atrai, e amo o pecado, a flor do pecado"
Acrescento até que, em meio as minhas pesquisas eu pude "descobrir" que o livro surgiu de um convite feito a Clarice em 1967, para escrever semanalmente no Jornal do Brasil. Seriam crônicas, mas ela mesma declarou: “Vamos falar a verdade: isto aqui não é crônica coisa nenhuma. Isto é apenas. Não entra em gêneros. Gêneros não me interessam mais.” No entanto, apesar e depois disso, o livro acabou considerado como sendo de contos.
E, assim como o conto Felicidade Clandestina, que deu o título ao livro, muitos dos textos apresentam algo de autobiográfico de Clarice, que, aparentemente busca em cada escrito algum tipo de autoanálise psicológica; Sendo que além disso, ela também utiliza uma linguagem expressiva, carregadas de metáforas que não só embelezam o texto, como também funcionam como estratégias para provocar possíveis dualidades de análises textuais, resultando assim, em uma abordagem também psicológica e desafiadora para quem os ler, e cabendo ao leitor atento descobrir o verdadeiro sentido de uma metáfora que não está ali por acaso.
E, para quem (pouco ou muito) se interessou, o primeiro conto - Felicidade Clandestina - pode ser encontrado completo AQUI.
Lido em: Abril de 2012
Editora: Rocco
Ano de edição: 1998
Ano de edição: 1998
Páginas: 159
Nota: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

